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Desembargador afastado pelo CNJ suspeito de irregularidades no caso 123 Milhas pede aposentadoria

Desembargador Alexandre Victor de Carvalho TRE-MG/ Facebok O desembargador Alexandre Victor de Carvalho, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), solicit...

Desembargador afastado pelo CNJ suspeito de irregularidades no caso 123 Milhas pede aposentadoria
Desembargador afastado pelo CNJ suspeito de irregularidades no caso 123 Milhas pede aposentadoria (Foto: Reprodução)

Desembargador Alexandre Victor de Carvalho TRE-MG/ Facebok O desembargador Alexandre Victor de Carvalho, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), solicitou aposentadoria nesta segunda-feira (30), mesmo dia em que foi afastado cautelarmente pela Corregedoria Nacional de Justiça. A aposentadoria do magistrado foi publicada no Diário do Judiciário desta terça-feira (31). Segundo o TJMG, o pedido de aposentadoria voluntária foi deferido "diante da constatação de preenchimento dos critérios legais" e imediatamente comunicado ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ). "O Conselho não está impedido de prosseguir nas investigações em razão da aposentadoria voluntária. [...] O TJMG reafirma o seu compromisso com a legalidade e a apuração devida dos fatos, e seguirá colaborando e cumprindo as determinações do CNJ", afirmou o Tribunal, em nota. Carvalho foi afastado devido a "graves indícios de irregularidades e favorecimento" na condução do processo de recuperação judicial da 123 Milhas. De acordo com o CNJ, os elementos colhidos apontaram um "padrão de atuação que aparentemente extrapola a simples divergência jurídica, configurando, em tese, violação dos deveres funcionais da magistratura". ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 MG no WhatsApp O TJMG já designou para a vaga do desembargador um magistrado substituto, que entrou em exercício nesta terça-feira (31). Em nota, o Grupo 123 Milhas declarou que, em nenhum momento, houve favorecimento às empresas do grupo, aos sócios ou às pessoas envolvidas no processo e que a decisão do CNJ deve-se à "violação dos deveres funcionais da magistratura". "A decisão do CNJ diz respeito à indevida substituição dos administradores judiciais nomeados pela juíza de primeiro grau, ato que não foi solicitado pela 123milhas e que não a favoreceu de nenhuma forma. Pelo contrário, implicou despesas extraordinárias para a empresa", informou a empresa, em nota. Relembre o caso 123 Milhas Em agosto de 2023, a 123 Milhas suspendeu pacotes e a emissão de passagens promocionais e passou a ser alvo de milhares de ações judiciais. No mesmo mês, a empresa entrou com um pedido de recuperação judicial, que foi aceito pela Justiça. O processo foi suspenso em dois momentos – em setembro de 2023 e janeiro de 2024. Em março de 2024, foi retomado pela última vez. Em dezembro do mesmo ano, o grupo 123 protocolou na Justiça o plano de recuperação judicial que estabelece prazos e modos de pagamento para os credores das empresas 123 Milhas, HotMilhas, Novum, Maxmilhas e LH Lance Hotéis. O plano, que ainda precisa ser aprovado e homologado pela Justiça, propõe diferentes formas de pagamento aos mais de 772 mil credores. Grupo 123 Milhas protocola plano de recuperação judicial Vídeos mais vistos no g1 Minas: